INFORME FUI

 

ERICEIRA



Da Praia do Pescador, do alto de uma falésia, pode-se ver e imaginar como foram os últimos momentos da Família Real em solo português. Uma fuga espetacular por um troço de mar habitualmente forte e agitado.

Enquanto as ondas batem com força nessa costa central de Portugal voltada para o Atlântico, a vila de Ericeira emana uma beleza serena de casas brancas e azuis, de igrejinhas encantadoras e ruelas estreitas.

A cidade remete ao passado do que um dia foi Búzios no estado do Rio de Janeiro. Uma mistura de vila pesqueira, linda por natureza, a vida simples e descomplicada de um lugar pequeno e o charme do patrimônio histórico.

Ericeira está há cerca de 1 hora de Lisboa. Um destino que se conjuga pela história e pela proximidade com outra cidade: Mafra.
A sugestão é que que se comece por Mafra. Será sempre espantoso, como dizem os portugueses para tudo que deslumbra, a visão do imenso palácio que domina o lugar. Uma construção de quase 38 mil metros quadrados de estilo barroco que contrasta com o entorno de edificações baixas e prédios comuns.

Não espere grandes acervos nem decorativos nem mobiliários. Esqueça os áudios guias e os folhetos coloridos. Ali está basicamente história edificada. A imensidão de seus corredores, alas, salões seguidos de salões num silêncio quase ensurdecedor relatam o quanto de ouro vindo do Brasil foi preciso para que aquilo tudo existisse. Numa das alas do palácio, está o quarto onde o monarca dormiu, ou não, a última noite, véspera da República.

A exuberante biblioteca, um capítulo à parte na visita, por sua imponência, importância e ... inacessibilidade. Não se pode percorre-la. A não ser que faça uma marcação prévia -em dia e horário restritos- o que em geral, não se encaixa nos planos de um turista circunstancial.

Há lugares bastante interessantes no palácio como a ala da enfermaria -fechada das 12:45 até às 14:00- a basílica e a sala de caça.

Essa sala em questão, é indicativa das atividades no Palácio de Mafra: se no início foi construído para ser um convento, depois o palácio foi basicamente um lugar de “recreação” para a realeza, onde se dava além das festas, a prática da caça. Vê-se nas altas paredes cabeças de servos e javalis, e ainda peculiares moveis como mesas, cadeiras e objetos feitos de peças dos animais abatidos, para além de um inacreditável lustre que domina o salão.

Esteja atento ao fato de não haver acesso ao palácio para pessoas com mobilidade reduzida, e que no inverno, o lugar é bastante frio. Dependendo da hora que for fazer a visita, é bom tomar um lanche ou almoçar em um dos muitos restaurantes e cafés em frente, do outro lado da rua.

Ao lado do palácio, o bonito Jardim do Cerco. Um lugar agradável para estar, caminhar ou descansar em meio às árvores frondosas, gramados impecáveis e aleias de flores. O Palácio de Mafra, o Jardim do Cerco e os seus arredores se tornaram recentemente Patrimônio da Humanidade pela Unesco.






 




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Fotos: Angela Güzey
  
E então, Ericeira. Quinze minutos de carro separam essas duas cidades.

Essa vila à beira mar é aconchegante nas ruazinhas de casario caiado de branco e detalhes azuis. No centro da cidade logo se encontra o Mercado Municipal, onde nas sextas-feiras se dá o maior fluxo de pessoas a procura dos peixes e mexilhões mais frescos.

O comércio de rua se alterna entre lojinhas tradicionais e outras com desenho moderno e toque sofisticado.
Na culinária, os peixes, os mariscos ou uma caldeirada são a pedida.

E nos doces, aquele apelo curioso dos nomes portugueses: você poderá escolher entre um “xiquinho” e um “ouriço”.
Explico: há uma senhora, Dona Fernanda, que criou duas delícias em formato de bolinhos que chegam ainda mornos a sua mesa. O “xiquinho” é muito bom, mas o “ouriço” para mim, consegue ser melhor. Não deixe de se envolver nesse dilema!

A cidade é cheia de ângulos encantadores. O tema de “fundo”, como trilha sonora, são as gaivotas a guinchar. Qualquer canto junto a costa de Ericeira transforma-se em um miradouro fantástico: as “dentadas” do mar na faixa litorânea formam praias e praias, num conjunto reconhecido internacionalmente por paraíso do surf.

Aqui e ali, igrejas do século XVII e XVIII, em destaque a de Nossa Senhora de Boa Viagem e Santo António, uma capela que traduz toda a beleza e singeleza da vila: os moradores mais velhos se reúnem na sombra de uma das fachadas externas, no interior há belos azulejos decorativos, e se encontra na beira e no alto da histórica Praia dos Pescadores. No final do mês de agosto, se dá uma grande festa em homenagem à santa, que é padroeira dos pescadores de Ericeira.

Bem que aquela família Real iria precisar da proteção da santa em questão. Para uma fuga às pressas numa manhã de 1910 pelo mar de Ericeira, a bênção de Nossa Senhora da Boa Viagem vinha a calhar...

ANGELA  GÜZEY - é psicóloga por vocação, e viajante e fotógrafa por paixão -

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