INFORME FUI

 

ÉVORA


Alentejo é a zona de Portugal onde está mais um patrimônio da humanidade, o centro histórico de Évora.

O comboio, nome para trem em Portugal, leva cerca de hora e meia entre Lisboa e Évora. Uma curta viagem que nos leva tão longe na história.

Os celtas a chamavam de Ebora, e daí de domínio em domínio, entre guerras e períodos de prosperidade, os séculos se passaram até os tempos atuais do qual podemos usufruir de uma cidade absolutamente adorável.

O entorno é bucólico com campos onde pastam ovelhas e vacas. As árvores na grande maioria são sobreiros, vinhas e oliveiras, o que prenuncia uma jornada gastronômica daquelas...

O centro histórico é amuralhado, e um grande e imponente aqueduto, o Aqueduto da Prata, que adentra seu muro. Conforme chega ao seu final, as arcadas vão diminuindo tornando-se pequenos arcos que te levam inevitavelmente a brincar de atravessá-los agachada. Curioso ver que moradias foram construídas dentro destas arcadas. Como será viver assim, que endereço terá tais casas? Rua do Aqueduto, penúltimo arco?

As ruas mantêm as pedras de sempre, e um emaranhado de vielas levam a um sobe e desce, onde a poesia das construções e a beleza dos monumentos distraem você do cansaço...

A “cereja do bolo” é um conjunto de colunas romanas, conhecido como Templo de Diana, que está no alto da cidade. Dali se tem uma vista muito boa da região.

Há lindas igrejas para se conhecer como a dos Loios que pertence à família Cadaval. Encantadora, toda coberta de azulejos azuis e brancos, como um grande painel em suas paredes. Repare que no piso há uma grelha de ferro por onde se podem ver os ossos dos frades dali. A igreja, que cobra entrada para visitação, faz conjunto com um mosteiro hoje transformado em hotel. E também com o que foi a antiga residência da família.

E falando em ossos e frades, uma visita curiosa é à Capela dos Ossos. Uma capela decorada por ossos humanos dentro da Igreja de São Francisco. Conta-se que um frade encomendou a obra.  Achei bem interessante, porém mais reflexionei sobre de onde vieram tantos ossos, do que sobre a macabra frase em rima que antecede a capela: “Nós ossos que aqui estamos, pelos vossos esperamos”...

Mas a obra religiosa mais importante da cidade é a catedral. Espetacular entrada com esculturas que representam os apóstolos e umas torres medievais que podem ser vistas de vários pontos de Évora. Perto da catedral você pode aproveitar para visitar o Museu de Évora que foi restaurado e possui uma coleção bem variada.

Na Rua 5 de Outubro, mesmo em frente a Catedral, há uma sequência de lojinhas com o que há de mais típico: cerâmicas, sempre, bordados, objetos de cortiça e ferro. Se você descer essa rua até o fim, estará no ponto mais central que é a Praça de Giraldo.

Um dos caminhos da boa mesa alentejana se toma a partir dessa praça, à esquerda do prédio do Banco de Portugal. Uma ladeira suave te leva até o restaurante Guião.
 




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Fotos: Angela Güzey
  
Entramos por pura necessidade de se comer alguma coisa, sem nada aparentemente que chamasse nossa atenção. Apenas os aromas me diziam que ali se comia bem. O lugar é pequeno e não espere um staff de garçons, apenas o José. Pois bem, me foi sugerido umas bochechas de porco preto. Nem de longe me veria aceitando tal prato, mas ainda bem, disposta a desafios, concordei. Foi divino. Tomamos um vinho top da região. Ainda teve um queijinho (adoro essa maneira de falar no diminutivo dos portugueses), que veio derretido e em seguida cercado de nossos suspiros...

Suspiros de contentamento você terá também se optar por visitar o entorno de Évora.

Há possibilidade de visitas as vinícolas da região, o que rende sempre um dia de aprendizado, provas de vinhos e belas paisagens. Fui a Herdade do Esporão, onde depois da visita as caves e adegas, e da introdução aos vinhos produzidos, almocei maravilhosamente no restaurante de lá.

Se puder vá conhecer Monsaraz, um distrito de Évora que está bem próximo. Fica no alto de uma colina, é fortificada e minúscula! Cercada de uns vales que na ocasião que fui eram verdes e floridos, Monsaraz é daqueles lugares que me apego de imediato. Pavimentada de seixos e com casinhas brancas, a impressão que se tem é que algum personagem medieval vai cruzar a sua frente... Encantadora é o mínimo a se dizer dessa vila.

Évora me deixou muito boas recordações. Tive a oportunidade de me hospedar em uma pousada que outrora foi convento, e além de ser uma propriedade muito bonita, conta com uma igreja belíssima.

Mas a lembrança mais forte será a de estar no balcão do meu quarto nos fins de tarde, ouvindo o balido das ovelhas ao longe, vendo o revôo dos pássaros procurando abrigo, o campo e a cidade se mesclando com os tons alaranjados do por do sol.

E aí um céu tão limpo, nítido, quase inacreditável, se cercando do silencio e da paz que só certos lugares proporcionam a você.

ANGELA  GÜZEY - é psicóloga por vocação, e viajante e fotógrafa por paixão -

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